Review – The Deer God

Eu estava realmente ansioso para jogar este jogo, pois me parecia muito bom. Bem, depois de jogar por alguns minutos, veio a decepção. Você começa como um caçador humano que acidentalmente mata um bebê cervo e você acaba morrendo em seguida. Na outra vida você é apresentado na frente do Deus dos cervos, o qual informa que deverá expiar seus pecados, voltando como um cervo. Até ok, tudo que se segue nesse enredo não é tão legal como esperava… Ao retornar de volta à Terra em seu novo corpo, você se deparar com um cervo mais velho que lhe diz que você é o lendário trans-humano que foi profetizado no passado. Profecia entre cervos??? Francamente! E onde estão as buscas pela remissão de seus pecados como homem? A ainda por cima, uma lenda??? Parei aqui na analise quanto ao enredo.


Vamos aos aspectos técnicos;

Quanto ao gameplay, começamos como um bebê cervo que basicamente anda para esquerda, direita, salta e corre. De inicio, é apenas isso por várias fases e diferentes terrenos como neve, deserto e pântano. Facilmente, nota-se a repetição exagerada já a partir das primeiras etapas.

No decorrer do jogo, encontraremos outras criaturas como veados, macacos e cobras, os quais você pode perfeitamente lutar ou deixá-los em paz. Alguns deles são mais ofensivos, sem qualquer provocação, partem para cima atacando-nos como caçadores e águias. Ao matar os inimigos, você ganha Light karma, mas se você matar os dóceis, você ganha dark karma. O jogo em si, não explica nada sobre o Karma e sua diferença entre Light e Dark. Chuto que possa estar relacionado ao final do jogo.

Após cerca de 30 minutos de corrida sem fim para a direita (e só para a direita!) e de combate cansativo contra as criaturas sem expressão, nota-se sem surpresa alguma que não havia nada de interessante à se fazer. É possível até se deparar com um tipo de puzzle ao se deparar com uma grande estátua de cervo, a qual irá lhe recompensar com uma nova habilidade. E só!

Tudo no games ocorre sem prompt ou menu de controle do jogo, que é em certo ponto meio frustrante… Logicamente, alguns controles e recursos não precisam de maiores explicações, entretanto para outros mais elaborados, eu realmente não sabia como executá-los. Por exemplo, fui descobrir sozinho, após alguns minutos de jogo tedioso, que a barra de fome é exibida, juntamente com a sua saúde em vermelho e em azul, a mágica. Resultado: Morri por muitas vezes sem saber o que fazer para evitar a morte ou que havia me acontecido, sendo a solução simples em ter que comer alimentos. Não é preciso nem dizer que não foi uma experiência agradável e, que por vezes, quis sair do game e abandoná-lo definitivamente (embora isso tenha ocorrido algumas horas depois. Rsrsrs).

Embora este jogo tenha sido lançado como uma “aventura em pixel art 3D“, há a limitação para o mesmo nível de terreno e não pode saltar para o nível acima ou inferior. Isso me fez acreditar que fosse inclusive uma “pegadinha” ao acrescentarem tais camadas inalcançáveis, mas que em outras partes (lineares, é verdade) sim! O design das plataformas é muito fácil e não oferece nenhum desafio aos saltos. A uma pequena diferença em crescer como veado (disse VEADO, ok? ) é o fato de poder quebrar certas rochas com seus cifres/galhadas e acessar diferentes áreas. Sobre a questão do 3D dinâmico, resume-se à um sistema climático e de timelapse ao fundo do cenário.
Mas creio que apesar de tudo isso relatado acima, o maior fator que pesou negativamente foi a escolha gráfica do Pixel. Não sei vocês, mas eu não aguento mais nenhum game pixelado atualmente. O fato de ser criado como uma forma de nostalgia, já deu. A onda passou. Não há mais razões para que sejam lançados games com boas histórias, jogabilidades e mecânicas, utilizando os já ultrapassados gráficos pixelados. Por favor, Desenvolvedores Indies ou não, vamos migrar para a nova geração com gráficos MENOS pixelados? Afinal, temos inúmeros games por ai que homenagearam muito bem esse padrão clássico.

The Deer God começou como um Kickstarter com o objetivo de trazer o jogo para o PC e Mac. Mas como a meta inicial de US $ 26.000 simplesmente dobrou em $ 53,953, tornou possível com que os desenvolvedores Crescent Moon Games e Cinopt Studios lançassem o game para o Xbox One e incluindo adicionalmente um monte de recursos adicionais.

Particularmente, The Deer God foi uma decepção para mim. O hype com este jogo estava bem elevado até o seu lançamento, mas não gostei da proposta do game unidirecional à direita, saltando e correndo como um louco. Embora goste de jogos de plataformas, ele mostrou-se muito fácil e extremamente repetitivo, sem qualquer evolução ou aumento na dificuldade. Aliado à isso, segue a completa ausência de explicação de alguns comandos (básicos ou não) ou mesmo da própria história.

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